 |
 |
17/10/2007 13:20
DALAI LAMA EM WASHINGTON
Para aqueles que seguiram os posts durante minha viagem ao Tibete, temos uma boa notícia. O Dalai Lama, líder espiritual da nação tibetana e no exílio desde 1959, recebe hoje em Washington, DC, a maior homenagem que o Congresso dos Estados Unidos possa dar a um civil: a Medalha de Ouro.
A cúpula chinesa protestou. “Estamos furiosos” disse Zhang Qingli, o chefe do Partido Comunista Chinês no Tibete. Mesmo assim, George Bush e Dalai Lama se encontraram ontem na Casa Branca e ambos aparecerão em público hoje durante a cerimônia (aliás, a primeira vez que isso acontece).
O presidente norte-americano está com sua popularidade no mais baixo índice (24%, segundo uma pesquisa do Washington Post). O apoio de sua esposa Laura Bush aos monges de Mianmar e a simpatia que o público norte-americano tem pelo Dalai Lama podem significar uma melhora na sua imagem.
Enquanto isso – e muito mais importante – o Dalai Lama segue com sua missão de esclarecer o que acontece com os tibetanos baixo a opressão chinesa e de solicitar maior autonomia para sua gente.
|
|
 |
 |
 |
 |
13/10/2007 20:00
BÉLGICA: ARTE AMBIENTAL
Os europeus estão preocupados com a questão ambiental. Logo que cheguei no aeroporto de Bruxelas, três anúncios publicitários abordavam o tema das mudanças climáticas. O assunto é discutido na mídia por seus habitantes e já chegou aos seus “arquivos de conhecimento”, os museus.
Fui para Bruxelas para participar, como moderador, do simpósio “Perspectivas Criativas para as Mudanças Climáticas”. O encontro foi ótimo, mas criativo mesmo foi a exposição vinculada ao evento. Quarenta artistas de 25 países, todos preocupados com a questão ambiental, foram convocados pelo Museu do Mundo Natural e pelo PNUMA, programa da ONU responsável pelo ambiente. “A arte deve carregar uma mensagem ambiental e influenciar novos públicos”, diz a californiana Mia Hanak, fundadora do Museu do Mundo Natural.
 Mia Hanak (esq) e a curadora Randy Rosenberg
A exposição “Melting Ice, Hot Topic” (Gelo derretendo, um tópico quente) está exposta até o fim do ano no Centro de Artes Bozar. Um dos trabalhos foi de Subhankar Banerjee. O indiano tem viajado constantemente ao Ártico, especialmente ao Alasca, onde vem observando e fotografando a degradação ambiental e os problemas enfrentados pelas populações nativas.
 Subhankar Banerjee e uma de suas fotos do Ártico
Foi a performance da artista norte-americana Lucy Orta que me deixou impressionado. Ela convidou 20 jovens de uma escola de dança internacional para se sentarem em uma longa mesa, frente a frente. Os dançarinos falavam 10 idiomas diferentes e decoraram textos e dados sobre água e meio ambiente. Cada dupla travava um diálogo, em voz baixa, em línguas distintas, sendo que nenhum entendia o que o outro dizia. Lucy, então, convidou os representantes governamentais e da ONU para se aproximarem da mesa para escutar os murmúrios. “A crise ambiental está sendo ouvida pelos governos ou representa apenas burburinhos perdidos na multidão?” pergunta a artista.
Bruxelas – na verdade, a Bélgica e toda a Europa – vibra com a arte. Aproveitei um dia de sol para ir à Grande Place. Lá encontrei uma exposição de espantalhos, cada um mais colorido que o outro. O interessante é que o público podia escolher seu preferido. Mas, para votar, precisava pagar 2 euros. Como os espantalhos foram criados por ONGs de trabalho social, os euros arrecadados irão para seus projetos. É a arte apoiando o verde e o social.
 Um espantalho traz euros para as obras sociais belgas
|
|
 |
 |
 |
|
 |
 |
| Haroldo Castro |
Haroldo Castro possui três paixões: contar estórias com fotos e crônicas, estar na natureza e viajar intensamente. Criou o conceito de Viajologia, que reconhece a viagem como uma escola dinâmica. Tem mais de 30 anos de experiência como fotógrafo, jornalista, diretor de documentários e estrategista de comunicação. Morou no Brasil, na França e nos Estados Unidos; trabalha em quatro idiomas e conhece mais de 130 países.
> O estrategista da natureza |
| |
| |
|
|