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24/01/2008 20:33
Munique: do alto, tudo é ainda mais bonito
Cansado das onze horas de um vôo transatlântico, chego numa cidade onde nunca tinha estado. Ainda no aeroporto, passo uma água na cara para sair da ressaca aérea. Haroldo, acorda e nada de dar mancadas de viajante de primeira viagem. Vamos para uma aulinha básica de Viajologia?
Saco euros do caixa eletrônico e consigo decidir que o ônibus da Lufthansa que vai para o centro de Munique é a melhor opção. Na hora de comprar o bilhete, uma boa pergunta: se retorno ao mesmo aeroporto, não é melhor comprar um bilhete de ida e volta, que custa mais barato? Acertei, são 16 euros em vez de duas vezes 10.
O ponto final do ônibus da companhia aérea alemã é na estação ferroviária da cidade, Hauptbahnhof. Lá preciso encontrar duas coisas importantes: um maleiro automático para deixar minha (pequena) mala e um mapa de Munique. A primeira é fácil, mas ainda bem que tenho moedas – a máquina não devolve troco. O mapa encontro no escritório de turismo, na própria estação.
Sem peso nas costas e levando um mapa com boas dicas, caminho em direção ao centro histórico. Todas as ruas são reservadas para pedestres, nada de veículos. Mas gente não falta. E comida também não: as barracas oferecendo de tudo abundam. Mesmo sendo inverno, as frutas de verão do hemisfério sul (no caso, da África do Sul) chamam minha atenção: cerejas e damascos são minhas preferidas. A tentação vira pecado mesmo com as tâmaras: por 2 euros consigo um pacote com mais de uma dúzia dessas frutas que vem da África do Norte.
 As torres da catedral gótica Frauenkirche
Tenho duas horas pela frente. Além de caminhar, quero ver a vista lá de cima. Sei que a torre da catedral aceita visitas. Chego no pé dela, mas as subidas só começam em abril. Encontro uma freira que entende inglês e ela me dá a dica que a igreja de São Pedro também tem uma torre. “Mesmo se bem menor, vale a pena subir”, diz a devota católica.
De fato, parece pequena, talvez metade do tamanho da torre da catedral. Pago a entrada e começo a subir, serelepe, quase que assobiando. Subo e subo. Mais escadas. E continuo a subir. Vejo uma placa com o número 11 – deve ser o número do andar. Olho para cima e não consigo ver o final. O fôlego dá uma rateada. E eu, que pensava que essa torre era de brincadeira... Vamos lá, o exercício vai tirar o ranço da noitada de avião...
Pronto. Luz do dia. E a vista, sempre um presente. Dou duas voltas ao redor do topo da torre e fotografo as quatro direções. No retorno, conto os degraus. Foram exatamente 305. No meu relógio-altímetro, o veredicto: 60 metros de diferença. Ou seja, subir aquela torrezinha pequenina equivale a subir as escadas de um prédio de 20 andares!!!
 Lá de cima, a Neues Rathaus, a “nova” Prefeitura, e a Catedral
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18/01/2008 20:32
TIBETE PARAÍSO E INFERNO A revista ÉPOCA publicou meu relato de viagem sobre os riscos que os tibetanos correm durante a "segunda invasão" do país. Não deixe de conferir a galeria de fotos, um jogo sobre os símbolos budistas e um texto sobre o Panchen-Lama. (HC)
A reportagem sobre o Tibete teve uma excelente repercussão. Muito acima do que eu poderia ter imaginado. Segundo os cálculos da revista, Tibete, paraíso e inferno recebeu aproximadamente 30.000 visitas, de sábado à quinta. Cerca de 12% destas vieram de fora do Brasil. EUA, Japão, Reino Unido, Portugal e Espanha são os cinco mercados externos principais. Cerca de 80 computadores na China visitaram a reportagem. No Brasil, mais de 600 cidades acessaram a matéria. As principais foram: Rio de Janeiro, S. Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba – Rio e S. Paulo, juntos, somam 25% do total.
Consegui encontrar uns 10 blogs que mencionaram a publicação do Tibete. Os comentários mais interessantes, a meu ver, foram feitos por Valmir Perez em Imprensa na Prensa e por Guta Nascimento em Migrante Digital. Quase 100 pessoas deixaram seus comentários, o que fez com que a matéria fosse a MAIS COMENTADA da semana, com 36% do total, superando até mesmo o tema da capa. Outras tantas enviaram emails à redação. Os links diretos para acessar o material são:
- Texto Tibete - Texto Panchen-Lama - Galeria de Fotos - Fotos Interativas sobre símbolos budistas
Os assinantes da EPOCA podem acessar também a Carta da Redação, escrita pelo Redator Chefe David Cohen, que versa sobre a viagem ao Tibete.
Valeu!
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| Haroldo Castro |
Haroldo Castro possui três paixões: contar estórias com fotos e crônicas, estar na natureza e viajar intensamente. Criou o conceito de Viajologia, que reconhece a viagem como uma escola dinâmica. Tem mais de 30 anos de experiência como fotógrafo, jornalista, diretor de documentários e estrategista de comunicação. Morou no Brasil, na França e nos Estados Unidos; trabalha em quatro idiomas e conhece mais de 130 países.
> O estrategista da natureza |
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